FREGUESIA DE SÃO PEDRO

São Pedro é uma das cinco freguesias urbanas da cidade e concelho de Angra do Heroísmo com 3,85 km² de área e 3.460 habitantes (Censos 2011), o que corresponde a uma densidade populacional de 898,7 habitantes/km².
A freguesia de São Pedro ocupa um território quase retangular na costa sul da ilha Terceira, a oeste da península do Monte Brasil, confinando a sul com o mar, a oeste com a freguesia de São Mateus da Calheta, a noroeste e norte com a freguesia da Terra Chã e a leste com as freguesias urbanas de Santa Luzia e Sé.
O território da freguesia está integra na parte urbana o Bairro de São Pedro (desde o chafariz do Alto das Covas aos Portões de São Pedro), sendo um dos limites da cidade e parte do seu centro histórico, a zona entre o Fanal e a Silveira e ainda uma parte suburbana (Caminho de Baixo, São Carlos, Pico da Urze e Bicas de Cabo Verde), exterior à cidade. O Bairro de São Pedro está incluído na zona classificada como conjunto de interesse público da cidade de Angra do Heroísmo, embora não integre a zona classificada como Património da Humanidade pela UNESCO. O território situado entre os Portões de São Pedro e a Silveira, bem como a restante parte da freguesia situada até à Circular Externa de Angra do Heroísmo integram a zona de proteção da zona classificada.
Criada no ano de 1572 pelo Bispo D. Gaspar de Faria, São Pedro teve o seu estatuto de paróquia e freguesia confirmado por alvará régio de 20 de maio de 1575, concedido pelo rei D. João III.
O primitivo núcleo do povoado centrou-se na periferia imediata da nascente cidade, na zona da atual Igreja Paroquial de São Pedro e em 1543 já era um curato dependente da paróquia da Sé, como se lê no testamento de Pêro Anes do Canto, no qual manifesta o seu desejo de ser enterrado numa das ermidas do lugar.
A partir da data elevação a freguesia, o crescimento populacional foi lento, pois a pobreza dos solos de biscoito da zona de São Carlos impediu o desenvolvimento da cultura do trigo, durante muitos anos o motor da economia terceirense. A região transformou-se no pomar da cidade e em local de lazer, com boa parte das terras a ficar na posse da aristocracia e da grande burguesia angrense, que progressivamente as foram utilizando como local de veraneio. Surgiram assim as grandes quintas arborizadas e ajardinadas.
O crescimento populacional na zona mais interior do território da freguesia levou na década de 1830 à autonomização da paróquia de Nossa Senhora de Belém, a atual freguesia da Terra Chã. Essa autonomização contribuiu para acentuar o caráter urbano da freguesia de São Pedro.
Depois de um período de alguma estagnação socioeconómica na primeira metade do século XX, a freguesia de São Pedro, em especial São Carlos e Pico da Urze, teve uma grande densificação no seu povoamento em parte impulsionada com as novas construções para a habitação que surgiram após o terremoto de 1980.